Aquicultura

Como funciona a vacina para a estreptococose em peixes

A vacina contra Streptococcus agalactiae é a forma mais eficaz de evitar os altos índices de mortalidade da estreptococose em peixes

A Streptococcus agalactiae é a bactéria causadora da estreptococose em peixes. Esse complexo de doenças que afetam o sistema nervoso central é um desafio na piscicultura porque têm altos índices de mortalidade. Além disso, o filé do animal doente não pode ser consumido, prejudicando a produção. Por esses motivos, a aplicação da vacina para peixes é a forma mais eficaz de evitar a infestação de Streptococcus agalactiae em tilápias juvenis.

Vacina é a melhor forma de prevenção contra a estreptococose em peixes

A vacina contra Streptococcus agalactiae para tilápias é formulada com a bactéria inativada. As vacinas inativadas são amplamente utilizadas contra doenças bacterianas em peixes por oferecer boa resposta imune e benefícios econômicos. A vacina para peixes com a bactéria Streptococcus agalactiae inativada atua ”enganando” o sistema imunológico. Mesmo o agente infeccioso estando ”morto”, o corpo o sinaliza como um invasor real e passa a combater essa ameaça.

Outras estratégias de controle da estreptococose em peixes fazem o uso de antibióticos e produtos químicos no manejo e na alimentação. Porém, o uso indiscriminado dessas soluções pode poluir o meio ambiente, oferecer risco à saúde do consumidor e ainda selecionar cepas resistentes da bactéria.

Como é feita a aplicação da vacina para peixes 

A vacina para peixes pode ser administrada de três formas: aplicação intraperitoneal, banho de imersão e oral (sendo essa última feita através da alimentação). Estudos sobre a eficácia das vacinas contra Streptococcus agalactiae apontam que a aplicação intraperitoneal garante maior eficácia na imunização. Essa via exige mais atenção e mão de obra qualificada. Entretanto, os altos níveis de eficácia contra a estreptococose fazem da aplicação intraperitoneal um investimento – afinal, menos peixes ficarão doentes e a perda da produção consequentemente será menor.

Algumas das principais diretrizes aplicação intraperitoneal são:

  • Os peixes devem estar anestesiados para receber a injeção;
  • A ração deve ser retida durante um dia antes da vacinação;
  • Esse método exige um cuidado maior para evitar o estresse animal. Para isso, recomenda-se que a temperatura da água no momento da vacinação esteja dentro dos limites de conforto – entre 20ºC e 35ºC -, e mais favoravelmente entre 25ºC e 30ºC.

Também deve-se seguir as recomendações do fabricante sobre o manejo e conservação da vacina para peixes.
Após seguir o protocolo vacinal contra a Streptococcus agalactiae, as medidas de biossegurança para evitar as doenças em peixes devem permanecer. O controle da qualidade da água, por exemplo, é essencial para o sucesso da criação de tilápias.

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