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Eutanásia em animais: os cuidados necessários para realizar o procedimento

29 June 2021

Eutanásia em animais deve ser realizada de forma humanizada

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) determina que o procedimento de eutanásia em animais é permitido quando há enfermidade incurável atestada por laudo médico ou ameaça à saúde pública, como é o caso de animais afetados pela raiva. No entanto, o contexto mais comum de eutanásia envolve animais de companhia em condições de saúde terminais que não podem ser cessadas através de medicações ou intervenções cirúrgicas.

Embora seja uma decisão extremamente dolorosa para os tutores, optar pela morte induzida e assistida pode ser a melhor solução para aliviar o sofrimento do pet. A partir disso, muitas pessoas podem se perguntar: quais são os cuidados necessários para realizar a eutanásia? E como é possível garantir que o animal não sofra durante o procedimento?

Os cuidados ao realizar a eutanásia em animais

A eutanásia em animais deve ser indolor, rápida e irreversível, de modo que não cause prejuízo físico e mental para o pet. Por isso, o animal deve receber anestesia geral no início do procedimento e o veterinário deve se certificar de que o estado de inconsciência tenha sido atingido de modo imediato e permaneça até a confirmação do óbito. Outras estratégias, como evitar a luminosidade e ruídos no ambiente durante a eutanásia também são importantes para minimizar a ansiedade do animal.

Além disso, a manipulação do pet precisa ser realizada de forma humanizada e cuidadosa para garantir o seu bem-estar. A equipe médica deve assistir e monitorar todo o procedimento, mas a decisão do tutor sobre acompanhar a eutanásia deve ser analisada cautelosamente. A médica veterinária Anna Smith explica que “apesar da presença do tutor ter o potencial de proporcionar maior segurança e tranquilidade ao paciente, caso ele esteja muito emotivo e nervoso, os animaizinhos são capazes de perceber e ficarão desconfortáveis durante a eutanásia”.

Como é feita a eutanásia em animais de companhia

A veterinária Anna Smith afirma que em cães e gatos o método mais utilizado e recomendado pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária é a eutanásia química, que, se realizada de maneira correta, promove uma morte rápida e sem sofrimento. Esse procedimento também é indicado pela Associação Mundial de Veterinários de Pequenos Animais, que aconselha a administração intravenosa de fármacos que promovem um rápido colapso no paciente após a sedação do animal.

“É necessário que o médico veterinário esteja capacitado para a realização da eutanásia em animais, utilizando a dosagem correta dos fármacos que promovem a perda de sensibilidade à dor, inconsciência de forma rápida e, por fim, a morte. Além disso, o médico veterinário deve confirmar o óbito através da avaliação dos parâmetros vitais”, conclui a especialista.

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